Quem viveu o final dos anos 60 deve se lembrar do movimento Paz & Amor, muito criticado na década seguinte por uma proposta tão "insossa". Pois bem. Chegamos aos dias de hoje em que a violência, o desrespeito, a inversão de valores e uma série de outras atitudes negativas grassam pelo Mundo e, mais do que nunca, um novo movimento de Paz & Amor é necessário.
Um grande sucesso daquela maravilhosa época foi Aquarius/Let the sunshine in, gravada por The Fifth Dimension e regravada por uma gama de outros cantores e cantoras. A letra da canção falava de um alinhamento específico de planetas e astros que marcaria o início da Era de Aquário, no qual a harmonia e o equilíbrio seriam restabelecidos. E, finalmente, o tal alinhamento chegou. Está previsto para amanhã.
Eu acredito que este é o marco para que tudo o que vai fora dos eixos se restabeleça. Não pretendo entrar em detalhes, mas aqueles que se escondem atrás, principalmente, de crenças frouxas, que pensam que podem "apenas crer" para ganhar o Reino dos Céus, e continuam a dar rasteiras e mais rasteiras em seus semelhantes, que não se colocam no lugar do outro para ver se a atitude que tomam não fere o direito deste outro, etc., etc.. Sem falar nos modernos "vendilhões do Templo", que vendem as coisas espirituais que não lhes pertencem, que transformam suas pregações em CDs e DVDs e faturam alto encima, muitas vezes, da miséria dos semelhantes, vendendo-lhes sonhos que não podem cumprir e depois culpam o próprio Criador: "Deus não quis." Que pregam a intolerância e a perseguição em nome de interpretações que dão a qualquer livro que denominem de santo.
Reproduzo o texto de Jude Currivan, que recebi por e-mail, e que acho interessante que seja meditado por todos os homens e mulheres de boa vontade:
"No alvorecer do dia 14/fevereiro, dia dedicado à São Valentim nos Estados Unidos e Europa (Valentine´s Day, o patrono e Santo do Amor) a Lua em Libra entra na sétima casa dos relacionamentos; Jupiter e Marte estarão alinhados no signo de Aquarius na décima segunda casa da transformação espiritual. Quarenta anos atrás, as palavras intuitivas de uma canção chamada Aquarius, trouxe o alvorecer da Nova Era ao Consciente Coletivo :
"When the Moon is in the seventh house
and Jupiter aligns with Mars.
Then peace will guide the planets
and love will steer the stars "
" Quando a Lua estiver na sétima casa
e Jupiter se alinhar com Marte,
Então a PAZ guiará os planetas
e o Amor varrerá as estrelas "
No alvorecer do dia 14/fevereiro, o Cosmos realmente vai personificar este perfeito alinhamento que irá apoiar nossa manifestação coletiva de Amor e PAZ, no alvorecer da Era de Aquarius. O mapa astral do dia 14/fev que revela uma incrível concentração de influências cósmicas combinadas com as energias de Aquarius na décima segunda casa. Júpiter, o planeta da expansão, e Marte, o planeta da energia estarão alinhados com o objetivo mais elevado. A presença de Quíron, o curador ferido, nos oferece a oportunidade de curar os fatos que nos separaram durante tanto tempo de nós mesmos e do todo. Netuno enfatiza os movimentos humanitários coletivos e a co-criação da justiça social. A presença do SOL ilumina todo este alinhamento especial. Mercúrio, também na décima segunda casa, porém em Capricórnio, se alinha com Plutão que significa Transformação para se comunicar e ancorar a MUDANÇA através de nossas estruturas globais e instituições. A Lua em Libra na sétima casa enfatiza o início de relacionamentos harmoniosos. Venus em Áries na primeira casa energiza e dá Poder à co-criatividade e ao dinamismo. Saturno, o grande mestre do trabalho em oposição à Urano, o desperto inesperado, sugere uma série de confrontações dos velhos paradigmas que não são mais sustentados, entregando-se ao novo paradigma com novas esperanças. Sua colocação entre Virgem e Peixes traz altruísmo prático e inspiração visionária nesta transição. Durante os 18 minutos do alinhamento, eu convido você, em seu coração universal, para colocar sua intenção de AMOR e PAZ e juntos CO-CRIARMOS O ALVORECER DA ERA DE AQUARIUS no Cosmos. Na forma que mais for apropriada para você, energize este momento com suas INTENÇÕES E ORAÇÕES e juntos criaremos uma onda de energia que abraçará a Mãe Terra. Sinta-se a vontade para circular esta informação e nosso convite para este incrível evento Cósmico: O ALVORECER DA ERA DE AQUARIUS, conforme cantado há 40 anos na música AQUARIUS... Participe deste grande MOMENTUM e CO-CRIE SUA NOVA REALIDADE E SUA NOVA VIDA NA MÃE TERRA AGORA ...".
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
Reforma Ortográfica
Está chegando aí a Reforma Ortográfica da Língua Portuguesa! Para nós, escritores, e também para os educadores vai ser um suplício. Acostumarmo-nos a essas novas regras vai levar tempo. Talvez daqui a alguns anos estes meus pontos de vista tenham sido superados e se tenha provado que eu estava errado. Mas, em minha opinião, isto é uma grande bobagem. O Brasil deveria aprofundar suas diferenças em relação à língua portuguesa na criação de uma língua nacional, genuinamente brasileira, uma espécie de “língua geral”, como a que existiu no Brasil Colônia. Afinal, quando ouço uma entrevista de um português, às vezes, mal consigo entender o que fala!
Volto a dizer, em minha opinião, é uma bobagem. Por que retirar alguns acentos de algumas palavras, mudar a grafia de outras e mais outras coisas, simplesmente para que todos os que falam português no Mundo possam falar da mesma forma? Foi a partir do Latim que se formaram as línguas latinas nacionais: italiano, francês, espanhol, português, romeno... não me lembro de outras. Se isto aconteceu há centenas de anos, por que não assumirmos que queremos falar a “nossa” língua nacional, brasileira, derivada sim, do português, mas uma língua nossa?
Se não é assim, vamos adotar as mesmas palavras que os protugueses usam aqui no Brasil? Quem sabe as mulheres venham a usar cuecas enquanto os homens usam calçolas? Ou eles adotam as nossas cuecas para os homens e calcinhas para as mulheres? Eu trabalho muito bem com o mouse, obrigado. Será que daqui a alguns tempos vou ter de trabalhar com o ratão?
Por favor! Nós já temos problemas demais no nosso dia-a-dia para nos preocuparmos com mais esse. Eu acho que o Governo bem poderia adotar medidas muito mais populares e pertinentes do que obrigar-nos a reaprender a escrever. Como abolir o horário de verão, por exemplo. A quantidade de mortes e agressões, especialmente a mulheres e meninas nas primeiras horas da manhã, quando vão sozinhas para a escola ou para o trabalho, não compensa a “economia de energia de uma cidade como Brasília durante um mês” (já repararam que é sempre a mesma coisa?)
Se é para unificar, ressuscitemos o Latim e todos falaremos a mesma língua. Seriam proibidos neologismos (que enriquecem a língua) e ad eternum falaríamos Latim.
Hoje, o Brasil possui a língua mais rica, mais sonora, mais versátil do Mundo. Se uma turma de burocratas quer que abramos mão dessa riqueza construída a partir de contribuições do português, das línguas indígenas e negras, do árabe, e das de todos aqueles que escolheram este país para morar e ajudar a construir (na língua inclusive), por que devemos ficar alheios a isto. Não seria hora de dizermos aos outros países: “obrigados pela sua contribuição, mas daqui para frente nós assumimos a nossa navegação.”?Não tenho nada contra os portugueses (lembro um quadro do Programa do Jô, nos idos dos anos 80, quando a Bo Francineide dizia apontando para a Henriqueta Brieba: “Eu nasci dela!”); grande parte de nossa cultura veio deles. E todos os povos são irmãos, eu creio nisso. Entretanto, volto a dizer, o Brasil deveria aprofundar as diferenças, não eliminá-las, para podermos criar a nossa língua nacional nas próximas décadas.
Volto a dizer, em minha opinião, é uma bobagem. Por que retirar alguns acentos de algumas palavras, mudar a grafia de outras e mais outras coisas, simplesmente para que todos os que falam português no Mundo possam falar da mesma forma? Foi a partir do Latim que se formaram as línguas latinas nacionais: italiano, francês, espanhol, português, romeno... não me lembro de outras. Se isto aconteceu há centenas de anos, por que não assumirmos que queremos falar a “nossa” língua nacional, brasileira, derivada sim, do português, mas uma língua nossa?
Se não é assim, vamos adotar as mesmas palavras que os protugueses usam aqui no Brasil? Quem sabe as mulheres venham a usar cuecas enquanto os homens usam calçolas? Ou eles adotam as nossas cuecas para os homens e calcinhas para as mulheres? Eu trabalho muito bem com o mouse, obrigado. Será que daqui a alguns tempos vou ter de trabalhar com o ratão?
Por favor! Nós já temos problemas demais no nosso dia-a-dia para nos preocuparmos com mais esse. Eu acho que o Governo bem poderia adotar medidas muito mais populares e pertinentes do que obrigar-nos a reaprender a escrever. Como abolir o horário de verão, por exemplo. A quantidade de mortes e agressões, especialmente a mulheres e meninas nas primeiras horas da manhã, quando vão sozinhas para a escola ou para o trabalho, não compensa a “economia de energia de uma cidade como Brasília durante um mês” (já repararam que é sempre a mesma coisa?)
Se é para unificar, ressuscitemos o Latim e todos falaremos a mesma língua. Seriam proibidos neologismos (que enriquecem a língua) e ad eternum falaríamos Latim.
Hoje, o Brasil possui a língua mais rica, mais sonora, mais versátil do Mundo. Se uma turma de burocratas quer que abramos mão dessa riqueza construída a partir de contribuições do português, das línguas indígenas e negras, do árabe, e das de todos aqueles que escolheram este país para morar e ajudar a construir (na língua inclusive), por que devemos ficar alheios a isto. Não seria hora de dizermos aos outros países: “obrigados pela sua contribuição, mas daqui para frente nós assumimos a nossa navegação.”?Não tenho nada contra os portugueses (lembro um quadro do Programa do Jô, nos idos dos anos 80, quando a Bo Francineide dizia apontando para a Henriqueta Brieba: “Eu nasci dela!”); grande parte de nossa cultura veio deles. E todos os povos são irmãos, eu creio nisso. Entretanto, volto a dizer, o Brasil deveria aprofundar as diferenças, não eliminá-las, para podermos criar a nossa língua nacional nas próximas décadas.
Excesso de Bagagem 1
Quando estive de férias em Itanhaém em meados de outubro passado, tive a oportunidade de rever meu caríssimo amigo Rubens (amigo desses que se contam nos dedos de uma mão, e não “amigo” daqueles que chegam e passam pela vida da gente, muitas vezes sem deixar vestígios) e passar um dia inteiro em sua casa em Santos.
O Rubens é Mestre Internacional de Xadrez, escritor como eu, além de uma das maiores cabeças pensantes que eu já conheci. Talvez sejam estas algumas das razões que o fazem um de meus melhores amigos.
Conversamos muito, pois fazia muito tempo que não o via pessoalmente, e trocamos inúmeras idéias sobre variados temas. Naquela oportunidade, ele me apresentou Gossage e Verbedian, um hilário texto de Woody Allen a que ele já tinha se referido e que eu pude ler pela primeira vez. Recomendo o mesmo para todo enxadrista, aficcionado ou profissional. Basta digitar Gossage e Verbedian no Google que quase qualquer site tem o texto.
Pois bem. Num determinado momento, ele me disse que pretende escrever um romance, mas que ainda estava em fase de preparação do mesmo e queria embasar bem o novo texto. Afinal, seria seu primeiro romance, já que até aqui ele tem escrito mais obras de xadrez e crônicas. Ele então disse que, para mim seria mais fácil escrever romances, pois já tinha escrito dois. Eu retruquei que não era bem assim, já que ele tinha suficiente bagagem cultural para escrever facilmente um romance. Ele riu e falou: “Eu diria excesso de bagagem. Este é o problema! A gente paga por isso.” Eu ri muito desse trocadilho.
Todavia, de volta a penates, fiquei meditando sobre estas palavras e vi que isto era muito mais profundo que parecia à primeira vista.
De fato, quando você se arruma para uma viagem, naturalmente prepara sua bagagem. Dependendo da distância que vai percorrer, você leva mais ou menos bagagem. Assim, para viagens longas, distantes, você leva muito mais coisas do que para fazer um percurso curto. Quando se trata de viagem aérea, especialmente, você paga pelo excesso de bagagem. Mas se, obviamente, você vai mais longe, sempre compensa, não importa o quanto você pague. Já determinadas pessoas preferem não pagar excesso de bagagem, uma vez que não vão a lugar nenhum, quando muito para um lugar muito próximo. Neste caso ela vai de bicicleta, ou de moto, ou de carro.
O que existe de profundo é a conotação que isto tem com a vida, a jornada na Terra de qualquer indivíduo. Quando o sujeito se decide por ir mais longe, ele procura os meios de fazê-lo. Neste caso, a Cultura. Uma vez, numa dedicatória de um livro a uma amiga, eu escrevi: “A Literatura é um barco que nos leva aos confins do Mundo.” A Cultura (não confundir com Cultura Popular) é a base de distinção dos indivíduos. Que me perdoem os que não a têm. Ela é a bagagem a que me refiro. Quanto maior a bagagem cultural do indivíduo, mais longe ele vai.
Todavia, os que a têm pagam um preço, geralmente alto, por tê-la e ir mais longe. O preço é ser visto como um ‘inimigo’ por aqueles que não a têm. Assim, nós sofremos todos os dias com a falta de educação e cultura da grande maioria das pessoas.
Por exemplo: música sertanoja. Meu Deus! Os que gostam “disso” cobram-nos o respeito pelo gosto deles, mas a recíproca não se aplica! Eu saio de casa e tem sempre um imbecil com o rádio do carro ou de casa com o volume a mil num som desses! Não estão nem um pouco preocupados em respeitar aqueles que detestam esse tipo de coisa. Cobram respeito quando não têm a mínima noção do que seja isto. Não que eu não goste de Música Sertaneja. Trabalhei em rádio por 17 anos e eu sei o que é Música Sertaneja. Não é isso que tem por aí, não. Eu não gosto é de páraquedista. Um pessoal que não tem a mínima raiz no campo e se diz “sertanejo”. Ah, por favor!
O Rubens é Mestre Internacional de Xadrez, escritor como eu, além de uma das maiores cabeças pensantes que eu já conheci. Talvez sejam estas algumas das razões que o fazem um de meus melhores amigos.
Conversamos muito, pois fazia muito tempo que não o via pessoalmente, e trocamos inúmeras idéias sobre variados temas. Naquela oportunidade, ele me apresentou Gossage e Verbedian, um hilário texto de Woody Allen a que ele já tinha se referido e que eu pude ler pela primeira vez. Recomendo o mesmo para todo enxadrista, aficcionado ou profissional. Basta digitar Gossage e Verbedian no Google que quase qualquer site tem o texto.
Pois bem. Num determinado momento, ele me disse que pretende escrever um romance, mas que ainda estava em fase de preparação do mesmo e queria embasar bem o novo texto. Afinal, seria seu primeiro romance, já que até aqui ele tem escrito mais obras de xadrez e crônicas. Ele então disse que, para mim seria mais fácil escrever romances, pois já tinha escrito dois. Eu retruquei que não era bem assim, já que ele tinha suficiente bagagem cultural para escrever facilmente um romance. Ele riu e falou: “Eu diria excesso de bagagem. Este é o problema! A gente paga por isso.” Eu ri muito desse trocadilho.
Todavia, de volta a penates, fiquei meditando sobre estas palavras e vi que isto era muito mais profundo que parecia à primeira vista.
De fato, quando você se arruma para uma viagem, naturalmente prepara sua bagagem. Dependendo da distância que vai percorrer, você leva mais ou menos bagagem. Assim, para viagens longas, distantes, você leva muito mais coisas do que para fazer um percurso curto. Quando se trata de viagem aérea, especialmente, você paga pelo excesso de bagagem. Mas se, obviamente, você vai mais longe, sempre compensa, não importa o quanto você pague. Já determinadas pessoas preferem não pagar excesso de bagagem, uma vez que não vão a lugar nenhum, quando muito para um lugar muito próximo. Neste caso ela vai de bicicleta, ou de moto, ou de carro.
O que existe de profundo é a conotação que isto tem com a vida, a jornada na Terra de qualquer indivíduo. Quando o sujeito se decide por ir mais longe, ele procura os meios de fazê-lo. Neste caso, a Cultura. Uma vez, numa dedicatória de um livro a uma amiga, eu escrevi: “A Literatura é um barco que nos leva aos confins do Mundo.” A Cultura (não confundir com Cultura Popular) é a base de distinção dos indivíduos. Que me perdoem os que não a têm. Ela é a bagagem a que me refiro. Quanto maior a bagagem cultural do indivíduo, mais longe ele vai.
Todavia, os que a têm pagam um preço, geralmente alto, por tê-la e ir mais longe. O preço é ser visto como um ‘inimigo’ por aqueles que não a têm. Assim, nós sofremos todos os dias com a falta de educação e cultura da grande maioria das pessoas.
Por exemplo: música sertanoja. Meu Deus! Os que gostam “disso” cobram-nos o respeito pelo gosto deles, mas a recíproca não se aplica! Eu saio de casa e tem sempre um imbecil com o rádio do carro ou de casa com o volume a mil num som desses! Não estão nem um pouco preocupados em respeitar aqueles que detestam esse tipo de coisa. Cobram respeito quando não têm a mínima noção do que seja isto. Não que eu não goste de Música Sertaneja. Trabalhei em rádio por 17 anos e eu sei o que é Música Sertaneja. Não é isso que tem por aí, não. Eu não gosto é de páraquedista. Um pessoal que não tem a mínima raiz no campo e se diz “sertanejo”. Ah, por favor!
Excesso de Bagagem 2
Vai aqui uma pequena lista de cantores sertanejos que eu respeito: Sulino e Marrueiro, Pedro Bento e Zé da Estrada, Tonico e Tinoco, Mensageiro e Mexicano, Belmonte e Amaraí, Caçula e Marinheiro, Zé Carreiro e Carreirinho, Tião Carreiro e Pardinho, Zé do Rancho e Zé do Pinho, Nestor e Nestorzinho.... e por aí vai. Do pessoal novo, que eu respeito pelo fato de terem raiz sertaneja mesmo: Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, Christian e Ralf (que fizeram um ótimo disco de moda de viola no início da carreira), Leandro e Leonardo, Daniel (não gosto do repertório, mas reconheço que é sertanejo), Milionário e José Rico (que não são novos nem um pouco... rss), Chico Rey e Paraná, Valderi e Mizael (onde andam?), Matogrosso e Mathias... e os anteriores a esses últimos... Juliano e Jardel... sei lá. Estes são sertanejos.
Os mais novos, até que provem o contrário, são páraquedistas, moços de famílias urbanas que cantam esse negócio aí pra faturar alto encima daqueles que... não têm bagagem! Ou seja, assim se fecha o ciclo: esse pessoal gosta desse tipo de coisa porque não tem bagagem ou não tem bagagem porque gosta desse tipo de coisa?
Eu já disse aqui que fui criado à “sombra dos festivais”. Não dá pra engolir isso que tocam em rádio hoje em dia.
Meu irmão disse recentemente uma frase muito interessante: “Não dá pra entender um país que tem um Chico Buarque perder tempo com música sertaneja.” Realmente, muitos países gostariam de ter músicos como o Chico, Tom Jobim, Milton Nascimento, Caetano, Carlos Lyra, João Gilberto... O Brasil tem esses e muitos mais e só ouve... música sertaneja. Mas para quem não tem horizonte, para quem não vai a lugar nenhum, para que gostar desses grandes nomes da MPB. Tem mais é de gostar mesmo de Bruno e Marrone (olha os nomes!), Rick e Renner, Banda Calypso, Edson e Hudson, Vítor e Léo... Meu Deus!
E asssim, aqueles que têm excesso de bagagem vão indo. Seu horizonte é imenso. Viajam para Paris, Londres, Berlim, Moscou, Carcassonne, Colônia, Toulouse, Barcelona, Madrid, Kiev, Minsk, Praha, Lisboa, Cartagena, Buenos Aires, Córdoba, Granada, Bordeaux, Estrasburgo, Colmar (Uau!), Oslo, Leipzig... o Mundo todo. Pelos livros. Já aqueles que passam toda noite e finais de semana em botecos têm o horizonte limitado pela calçada da mesa em frente. Nas férias, o máximo que conseguem ir é até Caldas Novas! Não que seja um destino ruim, mas é muito perto. Não é necessário excesso de bagagem. E quando ganham um dinheiro numa loteria da vida (afinal, têm um salário de sobrevivência), adivinhem para onde vão?...Tchan-tchan-tchan... Nova York! Ou Miami! Afinal de contas, são as únicas cidades de que ouviram falar. Ficam ricos de dinheiro e continuam pobres de espírito. Não lêem, não se informam... e continuam ouvindo esse negócio aí.
Já os que lêem, viajam, como já disse, sem tirar os pés de casa. A Literatura os conduz aos confins do Mundo. E quando ganham um dinheiro, seja trabalhando (economizando. Afinal ganham pelo um pouco mais do que o suficiente para sobreviver) ou numa loteria da vida, procuram outros rumos: França, Alemanha, Inglaterra, Europa enfim, ou Egito, ou Japão. Conhecer outras culturas. Afinal, é turismo cultural. E pagam pelo excesso de bagagem: são caluniados, agredidos de várias formas (sonoramente é uma delas, às vezes fisicamente), são humilhados. Que fazer? Lamentar. Afinal, os que não lêem, os que vivem nas trevas da ignorância não vêem mesmo um palmo à frente do nariz.
Os mais novos, até que provem o contrário, são páraquedistas, moços de famílias urbanas que cantam esse negócio aí pra faturar alto encima daqueles que... não têm bagagem! Ou seja, assim se fecha o ciclo: esse pessoal gosta desse tipo de coisa porque não tem bagagem ou não tem bagagem porque gosta desse tipo de coisa?
Eu já disse aqui que fui criado à “sombra dos festivais”. Não dá pra engolir isso que tocam em rádio hoje em dia.
Meu irmão disse recentemente uma frase muito interessante: “Não dá pra entender um país que tem um Chico Buarque perder tempo com música sertaneja.” Realmente, muitos países gostariam de ter músicos como o Chico, Tom Jobim, Milton Nascimento, Caetano, Carlos Lyra, João Gilberto... O Brasil tem esses e muitos mais e só ouve... música sertaneja. Mas para quem não tem horizonte, para quem não vai a lugar nenhum, para que gostar desses grandes nomes da MPB. Tem mais é de gostar mesmo de Bruno e Marrone (olha os nomes!), Rick e Renner, Banda Calypso, Edson e Hudson, Vítor e Léo... Meu Deus!
E asssim, aqueles que têm excesso de bagagem vão indo. Seu horizonte é imenso. Viajam para Paris, Londres, Berlim, Moscou, Carcassonne, Colônia, Toulouse, Barcelona, Madrid, Kiev, Minsk, Praha, Lisboa, Cartagena, Buenos Aires, Córdoba, Granada, Bordeaux, Estrasburgo, Colmar (Uau!), Oslo, Leipzig... o Mundo todo. Pelos livros. Já aqueles que passam toda noite e finais de semana em botecos têm o horizonte limitado pela calçada da mesa em frente. Nas férias, o máximo que conseguem ir é até Caldas Novas! Não que seja um destino ruim, mas é muito perto. Não é necessário excesso de bagagem. E quando ganham um dinheiro numa loteria da vida (afinal, têm um salário de sobrevivência), adivinhem para onde vão?...Tchan-tchan-tchan... Nova York! Ou Miami! Afinal de contas, são as únicas cidades de que ouviram falar. Ficam ricos de dinheiro e continuam pobres de espírito. Não lêem, não se informam... e continuam ouvindo esse negócio aí.
Já os que lêem, viajam, como já disse, sem tirar os pés de casa. A Literatura os conduz aos confins do Mundo. E quando ganham um dinheiro, seja trabalhando (economizando. Afinal ganham pelo um pouco mais do que o suficiente para sobreviver) ou numa loteria da vida, procuram outros rumos: França, Alemanha, Inglaterra, Europa enfim, ou Egito, ou Japão. Conhecer outras culturas. Afinal, é turismo cultural. E pagam pelo excesso de bagagem: são caluniados, agredidos de várias formas (sonoramente é uma delas, às vezes fisicamente), são humilhados. Que fazer? Lamentar. Afinal, os que não lêem, os que vivem nas trevas da ignorância não vêem mesmo um palmo à frente do nariz.
Educação e Humanismo
A cada homem e mulher está colocado o desafio da Humanização. O Homem tem, em sua base, os valores repassados, num primeiro estágio, pela família, num segundo, pela comunidade em que vive, e, a partir daí, dos vários segmentos que o cercam.
Não há como se exigir de cada ser humano o mesmo comportamento frente à realidade. Uma pessoa, criada dentro de um ambiente familiar culto e bem estruturado financeiramente, tem uma visão de Mundo diferente da de um outro, nascido longe de um mínimo de conforto e educação. O conceito de cidadão não pode aplicar-se da mesma forma a um e outro! Este processo, em nossa sociedade, vem desde que a Educação foi sugerida como forma de prover uma bagagem mínima de cultura a cada ser humano.
Em seu texto Educação após Auschwitz, o educador alemão Theodor Adorno vê a Educação como forma de se evitar a barbarização da sociedade. Esta barbarização seria a repressão aos valores inerentes à Humanidade, tais como respeito, dignidade, tolerância, etc.. A Educação teria o papel de desenvolver uma auto-reflexão crítica em cada indivíduo. Esta seria a capacidade de discernir-se os limites de comportamento, sem ferir aqueles valores, que são direitos intrínsecos de cada ser humano.
Citando o livro O Estado da SS, de Eugen Kogan, Adorno refere o fato de que os carrascos e carcereiros de campos de concentração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, eram, em sua grande maioria, nascidos e criados em aldeias e áreas rurais da Alemanha e dos países ocupados, onde a educação formal era deficiente, longe dos grandes centros onde se ministrava uma educação mais eficaz. E sugere como antídoto à barbárie (no sentido de desumanização) que a Educação seja levada a todas as pessoas, em todos os lugares, com os meios que sejam necessários e possíveis.
A Educação esteve nas mãos da Igreja Católica desde a queda do Império Romano e teve um caráter eminentemente religioso até a Idade Média. A posse da informação e da cultura deu à Instituição o poder supremo sobre toda a Civilização Ocidental durante aquele período. Com a Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero, as pessoas foram incentivadas a ler, particularmente a Bíblia, o que era proibido pelos cânones católicos. Para ler-se é necessário educar-se. A partir daí, a Educação começou a ser vista como necessidade à população em geral. Escolas foram criadas, mas dentro de certos limites, e oferecidas ao povo.
Com o evento das Grandes Navegações, expandiu-se, também, a concepção de Mundo. O Teocentrismo deu lugar ao Antropocentrismo e o Homem passou a buscar novos rumos, a trilhar novos caminhos. Um eco disto está nas colônias inglesas da América, protestantes, que originaram sociedades bem educadas e seus reflexos podem ser observados nos dias de hoje, como nações desenvolvidas.
Em adendo, vê-se que, hoje, uma maior especialização é exigida de trabalhadores. Empresas, públicas ou privadas, exigem, cada vez mais, profissionais com formação superior. Em uma fábrica de automóveis, por exemplo, um soldador, que anteriormente pregava rebites ou aplicava soldas na junção de placas, hoje, deve saber operar uma máquina que faz o mesmo com maior eficiência e rapidez, mas cujo manuseio exige um conhecimento mínimo de sua operação.
E isto exige Educação. Quem não se ajusta a esta realidade, passa a fazer parte daquela legião de excluídos, desempregados ou subempregados. A educação escolar deve ter a função, antes de mais nada, de formar cidadãos. O conceito de cidadania sugere um ser humano com uma educação formal que lhe permita a inclusão no mercado de trabalho, na sociedade, no Mundo, em iguais condições que qualquer outro.
Em síntese, é necessário que o Homem se eduque, pois o conhecimento é libertação, seja o conhecimento da verdade, seja o conhecimento da versão de cada um. Educação é libertação e Liberdade é um conceito humanista. Concluindo, pode-se dizer que Educação e Humanismo são irmãos e andam de braço dado.
Não há como se exigir de cada ser humano o mesmo comportamento frente à realidade. Uma pessoa, criada dentro de um ambiente familiar culto e bem estruturado financeiramente, tem uma visão de Mundo diferente da de um outro, nascido longe de um mínimo de conforto e educação. O conceito de cidadão não pode aplicar-se da mesma forma a um e outro! Este processo, em nossa sociedade, vem desde que a Educação foi sugerida como forma de prover uma bagagem mínima de cultura a cada ser humano.
Em seu texto Educação após Auschwitz, o educador alemão Theodor Adorno vê a Educação como forma de se evitar a barbarização da sociedade. Esta barbarização seria a repressão aos valores inerentes à Humanidade, tais como respeito, dignidade, tolerância, etc.. A Educação teria o papel de desenvolver uma auto-reflexão crítica em cada indivíduo. Esta seria a capacidade de discernir-se os limites de comportamento, sem ferir aqueles valores, que são direitos intrínsecos de cada ser humano.
Citando o livro O Estado da SS, de Eugen Kogan, Adorno refere o fato de que os carrascos e carcereiros de campos de concentração nazistas, durante a Segunda Guerra Mundial, eram, em sua grande maioria, nascidos e criados em aldeias e áreas rurais da Alemanha e dos países ocupados, onde a educação formal era deficiente, longe dos grandes centros onde se ministrava uma educação mais eficaz. E sugere como antídoto à barbárie (no sentido de desumanização) que a Educação seja levada a todas as pessoas, em todos os lugares, com os meios que sejam necessários e possíveis.
A Educação esteve nas mãos da Igreja Católica desde a queda do Império Romano e teve um caráter eminentemente religioso até a Idade Média. A posse da informação e da cultura deu à Instituição o poder supremo sobre toda a Civilização Ocidental durante aquele período. Com a Reforma Protestante, liderada por Martinho Lutero, as pessoas foram incentivadas a ler, particularmente a Bíblia, o que era proibido pelos cânones católicos. Para ler-se é necessário educar-se. A partir daí, a Educação começou a ser vista como necessidade à população em geral. Escolas foram criadas, mas dentro de certos limites, e oferecidas ao povo.
Com o evento das Grandes Navegações, expandiu-se, também, a concepção de Mundo. O Teocentrismo deu lugar ao Antropocentrismo e o Homem passou a buscar novos rumos, a trilhar novos caminhos. Um eco disto está nas colônias inglesas da América, protestantes, que originaram sociedades bem educadas e seus reflexos podem ser observados nos dias de hoje, como nações desenvolvidas.
Em adendo, vê-se que, hoje, uma maior especialização é exigida de trabalhadores. Empresas, públicas ou privadas, exigem, cada vez mais, profissionais com formação superior. Em uma fábrica de automóveis, por exemplo, um soldador, que anteriormente pregava rebites ou aplicava soldas na junção de placas, hoje, deve saber operar uma máquina que faz o mesmo com maior eficiência e rapidez, mas cujo manuseio exige um conhecimento mínimo de sua operação.
E isto exige Educação. Quem não se ajusta a esta realidade, passa a fazer parte daquela legião de excluídos, desempregados ou subempregados. A educação escolar deve ter a função, antes de mais nada, de formar cidadãos. O conceito de cidadania sugere um ser humano com uma educação formal que lhe permita a inclusão no mercado de trabalho, na sociedade, no Mundo, em iguais condições que qualquer outro.
Em síntese, é necessário que o Homem se eduque, pois o conhecimento é libertação, seja o conhecimento da verdade, seja o conhecimento da versão de cada um. Educação é libertação e Liberdade é um conceito humanista. Concluindo, pode-se dizer que Educação e Humanismo são irmãos e andam de braço dado.
Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Monarquia II
Para quebrar este ciclo vicioso, seria interessante para o Brasil assumir o Sistema Parlamentarista com uma Monarquia Constitucional. Já temos uma Família Real aí. Qual o problema? Deixaríamos de ficar trocando de “Famílias Reais” (famílias de presidentes) a cada quatro ou cinco anos, e a Nação teria uma única Família Real para sustentar. Com proventos devidamente definidos pelo Congresso. Fora o charme de termos como Chefe de Estado um Rei, que representaria todos e cada cidadão individualmente! E daqui a alguns anos, estaríamos sustentando UMA única Família Real.
Outra rebatida dos anti-monarquistas: “eu não aceito uma pessoa que acha que é melhor que todo mundo.” Concordo. Um Rei não é melhor que ninguém, tal como um Presidente não é, um Ministro não é, um Governador não é, etc.. No entanto, ele foi colocado ali por ter alguma capacidade para exercer aquela função. E a grandissíssima maioria das pessoas que usa esta argumentação, fala que o nosso Presidente é incapaz de exercer o cargo “porque não tem diploma”. Tenha a paciência! É o cúmulo da hipocrisia (!) já que esse elemento é capaz de dizer que uma pessoa (o Rei) não é melhor que ninguém, mas, nas entrelinhas do que fala, ele se acha melhor que um outro (neste caso, o Presidente).
Acho que o Brasil já está politicamente maduro para adotar o Regime Parlamentarista de Governo. Faltaria apenas escolher qual o Sistema a ser adotado: Monarquista ou Presidencialista. Na Monarquia só vejo vantagens; já o Presidencialismo não me convence. Lembrando que tivemos uma experiência Presidencialista Parlamentarista no Brasil no ínicio dos anos 1960. Não parece ter sido uma experiência muito boa. Turbulências e mais turbulências políticas.
Um Rei teria de ser um sujeito bem educado, inteligente e que passasse pela aprovação do Parlamento. Não conheço pessoalmente qualquer membro da Família Real Brasileira. Por uma ou outra reportagem que leio é que eu fico sabendo de alguma coisa. Parece que temos um príncipe, Dom João, que teria o perfil ideal para Chefe de Estado do Brasil. Um grande Rei!
Legal! Temos um grande País, um grande povo, uma bela Capital. Talvez pudéssemos completar o cenário com um grande Rei: Dom João I. (rss) E um dia, os governantes de outros países, nossos atletas olímpicos ou de Copa do Mundo de Futebol e outros tantos bons brasileiros ou personalidades nacionais ou estrangeiras, poderiam ser recebidos, não no Palácio do Planalto, mas sim, no Paço Real do Planalto. Maravilha! Não custa sonhar...
Outra rebatida dos anti-monarquistas: “eu não aceito uma pessoa que acha que é melhor que todo mundo.” Concordo. Um Rei não é melhor que ninguém, tal como um Presidente não é, um Ministro não é, um Governador não é, etc.. No entanto, ele foi colocado ali por ter alguma capacidade para exercer aquela função. E a grandissíssima maioria das pessoas que usa esta argumentação, fala que o nosso Presidente é incapaz de exercer o cargo “porque não tem diploma”. Tenha a paciência! É o cúmulo da hipocrisia (!) já que esse elemento é capaz de dizer que uma pessoa (o Rei) não é melhor que ninguém, mas, nas entrelinhas do que fala, ele se acha melhor que um outro (neste caso, o Presidente).
Acho que o Brasil já está politicamente maduro para adotar o Regime Parlamentarista de Governo. Faltaria apenas escolher qual o Sistema a ser adotado: Monarquista ou Presidencialista. Na Monarquia só vejo vantagens; já o Presidencialismo não me convence. Lembrando que tivemos uma experiência Presidencialista Parlamentarista no Brasil no ínicio dos anos 1960. Não parece ter sido uma experiência muito boa. Turbulências e mais turbulências políticas.
Um Rei teria de ser um sujeito bem educado, inteligente e que passasse pela aprovação do Parlamento. Não conheço pessoalmente qualquer membro da Família Real Brasileira. Por uma ou outra reportagem que leio é que eu fico sabendo de alguma coisa. Parece que temos um príncipe, Dom João, que teria o perfil ideal para Chefe de Estado do Brasil. Um grande Rei!
Legal! Temos um grande País, um grande povo, uma bela Capital. Talvez pudéssemos completar o cenário com um grande Rei: Dom João I. (rss) E um dia, os governantes de outros países, nossos atletas olímpicos ou de Copa do Mundo de Futebol e outros tantos bons brasileiros ou personalidades nacionais ou estrangeiras, poderiam ser recebidos, não no Palácio do Planalto, mas sim, no Paço Real do Planalto. Maravilha! Não custa sonhar...
Monarquia I
Okay, se é para polemizar, vamos nessa!
Todas as grandes nações do Mundo são parlamentaristas, exceto os Estados Unidos, é claro. França, Alemanha, Canadá, Itália, Inglaterra, Japão e Espanha são parlamentaristas. Os quatro primeiros são repúblicas, os outros três monarquias. A República Presidencialista em países subdesenvolvidos serve apenas para manter a velha posição inferior em relação aos países desenvolvidos. Senão, é só observar na História do Brasil que tal regime serviu apenas para centralizar o poder nas mãos de um ou outro grupo oligárquico. Nas histórias de outros países pelo Mundo afora não parece ter sido diferente com resultados parecidos. Hoje, por exemplo, Zimbabwe e Sudão estão aí para quem quiser ver.
Durante o famigerado plebiscito de 1993, a Grande Imprensa agiu de comum acordo para fazer passar a manutenção do atual sistema visando a manutenção do status quo. O então Presidente representava bem seu papel de porta-voz do Empresariado. Uma ala do Partido dos Trabalhadores apoiou o Sistema Presidencialista, apesar da cúpula ter afirmado, sem muita ênfase, que era favorável ao Parlamentarismo. Não culpo a ala popular do PT por ter se unido às forças mais atrasadas do País a fim de fazer passar o Presidencialismo. Afinal, a perspectiva de eleição do Lula era muito grande naquele momento. Hoje eu entendo e aceito aquela posição. Todavia, naquela época, eu critiquei veementemente a atitude daqueles militantes. Na seqüência, tivemos de amargar o Fernando Henrique mais quatro anos.
Pois bem. A República no Brasil falhou! Aquela que veio para resolver os problemas nacionais de ordem interna e externa no final do Século XIX não conseguiu alcançar seus objetivos. E hoje, a coisa vai na mesma toada.
Durante o plebiscito, muito se falou sobre corrupção nos Governos do Império. Preocupados em mostrar os lados positivos da Monarquia, os programas de propaganda monarquista na televisão não rebateram estas acusações de forma positiva. Era simples: bastava mostrar que nenhum dos Governos da República é exemplo de retidão! Qualquer pesquisador pode acessar os dados de qualquer época desde a Proclamação da República e tirar suas próprias conclusões.
Outro argumento imbecil que ouço sempre que digo que sou monarquista: “eu não quero sustentar uma Família Real que fique lá no Palácio usufruindo do bom e do melhor.” Que bobagem! Para quem diz uma coisa dessas, eu simplesmente digo que nós, atualmente, em plena República, não sustentamos uma Família Real; nós sustentamos várias Famílias Presidenciais que usufruem do bom e do melhor! Ninguém se informa para saber que um Presidente da República tem uma pensão vitalícia quando se retira. A menos que isto não mais se aplique, o que eu duvido. Assim, mesmo com apenas um Presidente, Luis Inácio Lula da Silva, no Governo, nós sustentamos as famílias do Fernando Henrique, Fernando Collor, Itamar Franco, José Sarney, e as viúvas vivas de todos os ex-presidentes! E, pensando bem, eu, particularmente, acho que isto é até justo! Afinal foram homens que, bem ou mal, comandaram um País com mais de 100 milhões de pessoas. Isto não é pouca coisa! E o mesmo vai acontecer com a Família do Lula, da Dilma, e de quem mais vier depois dela.
Janis Joplin
Sempre que estou aqui jogando meu xadrezinho contra o computador (afinal ninguém é de ferro!), costumo ouvir música (e eu disse música, não lixo, se alguém chegar a pensar que eu compartilho do mau gosto da maioria das pessoas desse país). E, devo confessar, é lamentável eu ter descoberto Janis Joplin tão tarde! Tendo trabalhado mais de 17 anos em rádio eu deveria ter aprendido a gostar. Todavia, nunca me despertou qualquer interesse. Afinal, eu pensava tratar-se apenas de modismo, de uma cantora que satisfazia apenas um nicho cheio de hippies mal-cheirosos ou intelectuais antiquados dos anos sessenta.
Agora, às portas da meia-idade, começo a ouvir Janis e me encanto com a vitalidade dessa voz, décadas após a morte de sua dona. De repente, começo a imaginar como ela deve ter incomodado a sociedade conservadora da época. A voz de Janis não pode ser comparada com as vozes de cantoras negras, reconhecidamente de enorme potencial dentro da música norte-americana. Simplesmente porque a voz dela não se pode comparar a nenhuma outra! É única! Indubitavelmente, é uma voz única!
É pouco provável que, caso tivesse me apaixonado por ela na adolescência, eu viesse a experimentar ácido ou qualquer outra porcaria, por ela ter sido elevada (ou rebaixada) a exemplo para todo tipo de viciado ou coisa parecida. Nunca foi minha praia. Nunca precisei de um toco de qualquer coisa com uma brasa na ponta ou um copo cheio de álcool para me resolver. Mas, certamente, eu teria adicionado ao meu acervo de som de qualidade mais esse.
Em O Visitante eu já escrevi que, quando se ouve uma música, se aprecia um lance de futebol, se lê um bom livro, o fã está reconstruindo, de alguma forma, o ato de criação do autor. Cada vez que se ouve uma boa música, o ouvinte se transporta para o momento em que foi criada. Por isso, quando mais se sobe na escala intelectual, menos esse lixo que é empurrado dia a dia para todo mundo, especialmente pela TV, passa a agradar. Mas isso é assunto para outro artigo.
É extremamente prazeroso ouvir Take a Little Peace of My Heart ou Summertime. A voz de Janis penetra nos ossos, é de arrepiar! Além de serem belas canções. Infelizmente, este tipo de experiência eu não posso transferir, apenas relatar. É muito bonito, é muito belo. Pena que uma artista desse naipe tenha morrido tão jovem e nas circunstâncias em que morreu.
Quanto ao fato de eu ter me referido a hippies e viciados, não me levem a mal. Não tenho preconceitos. Eu sei que o toxicômano é um enfermo que precisa de tratamento, espiritual, emocional e físico; quanto ao mito do hippie mal-cheiroso, hoje eu me lembro que, apesar de me banhar todos os dias, eu não cheirava muito bem na minha adolescência, reconheço (rss). Tanto que, alguns anos atrás encontrei uma ex-colega de segundo grau que disse não se lembrar de mim. Até que ela disse: “Ah, lembrei: você era meio hippão, assim...” Quando contei para o Henirdes, ele bem disse que a Cláudia só podia estar zombando. Afinal, a nossa galerinha mais fechada tinha eu, ele, Kika, a própria Cláudia, Sheila, Keila, Tânia, Vânia, Gustavo, João Batista, Gilberto e mais uns dois ou três outros, possivelmente, de quem não me lembro agora. Ela não precisava dizer que não se lembrava...
Uma ex-professora de Psicologia que tive, Kellen, me disse que uma fase da adolescência pode ser a do desasseio, principalmente para aqueles que se sentem excluídos, como os feios e CDFs. Eu tinha ambas as características (rss). Graças a Deus eu nasci pobre, feio e looooooonge... o que me impediu ser medíocre. Nas próximas encarnações espero ter a mesma sorte.
(P.S.: quando se diz que se está jogando contra o computador, diz-se uma bobagem. Joga-se contra um programa. E eu tenho um muito bom: Fritz 6.0. Apesar da versão mais atual já estar por 11.0. Todavia, eu quase sempre sou massacrado pelo 6.0. Que pretenderia ser pelo 11.0? Moído? Defenestrado? Amassado? Ui!...)
Domingo, 31 de Agosto de 2008
Ainda Giba e Companhia
Desculpem-me se continuo batendo nesta tecla, mas continuo inconformado com o fato de as pessoas não terem opiniões próprias, não pensarem e simplesmente ficarem repetindo o que lhes colocam na boca, sem perceberem que existem muitos interesses comerciais por trás daquilo que lhes fazem acreditar. E também indignado por me rotularem de simples palpiteiro.
Gostaria de esclarecer a quem não está bem informado que o Giba foi eleito o melhor do Mundo durante o Mundial do ano passado, quando ele cortou muita bola, fez muitos pontos a partir de ótimas assistências (ou deveria dizer levantadas?) de um jogador excepcional, certamente, este sim, o melhor do Mundo. Não foi a Imprensa Mundial nem os atletas em geral que o consideraram o melhor; foi, apenas, um acontecimento pontual, de momento. Assim, por que, de repente, o Giba não foi o melhor da Liga, numa final que aconteceu no Brasil, se é que esqueceram?
Pois bem, perguntaram por que o Ricardinho não foi campeão italiano, então. Bom, não me ocorre que ele tenha disputado um Campeonato Italiano inteiro ainda. Não sei como vai ser no futuro. Todavia, já que me questionaram, faço eu, então as minhas indagações.
Se o Ricardinho é dispensável, por que a Seleção Brasileira, de uma hora para outra, perde de seleções de quem sempre ganhou, com certa dificuldade na casa do adversário, e, geralmente, de 3 a 0 em casa? Seleções como Estados Unidos e Rússia não foram páreo para o Brasil nos últimos anos e, como eu disse, de repente, ganham da nossa Seleção em pleno Maracanãzinho, por acachapantes 3 a 0 e 3 a 1.
Se o Bernardo Rezende teve razão em cortar o Ricardinho nas vésperas de estrear no Pan, por que ele convocou-o para os jogos da Liga? Magnanimidade? Ou consciência de que fez bobagem? Afinal, se a atitude do Ricardinho foi tão ofensiva, ele deveria ser banido da Seleção, “enquanto eu for técnico”, poderia dizer o Bernardinho. Todavia, as palavras que ele usou foram “hora de perdoar” (eu vi e ouvi muito bem a entrevista). Perdão? De quem? Dele? Ou do Ricardinho?
Se o Ricardinho estava errado na história toda, por que ele não aceitou humildemente a convocação para a Liga e não retornou para a Seleção de cabeça baixa? Burrice? Ou indignação? Se ele é o culpado, teria de estar agradecido pela “chance” dada pelo Bernardo. Todavia, o Ricardinho simplesmente ignorou a convocação. Nem deu satisfação. Não parece ser a atitude de quem errou. Parece mais a atitude de quem está injuriado. Será que ele recusou o “perdão” do Bernardinho ou é ele que, extremamente ofendido, se recusou a aceitar o pedido de desculpas? Parece-me que a segunda opção é mais aceitável.
Já lembrei duas citações a respeito de unanimidade. Cito outra ainda: “quando todos pensam da mesma forma, é porque ninguém está pensando”. Quer verdade maior que essa? Afinal, aqueles que entraram aqui neste espaço para criticar meu ponto de vista, como se tivessem suas próprias opiniões, defendem a mesma opinião difundida pela Grande Imprensa. Interessante, não é? Esta tem grandes interesses financeiros e, obviamente, não vai dizer que a Seleção tornou-se uma equipe média. Se fizesse isso, não haveria como fechar com anunciantes grandes contratos envolvendo milhões de reais. E dizem apenas, que a Seleção se cansou, mas que nas Olimpíadas vai arrebentar. E conta, é claro, com a aceitação passiva daquela famosa massa de manobra que repete o que ela diz, pois é assim que ela fatura alto. No momento em que esse filão secar, deixar de ser lucrativo, ela vai atrás de outro.
Quem não viveu a década de 1970, não sabe que o segundo esporte no Brasil era o basquete. O espaço reservado na mídia para este esporte era equivalente ao do vôlei de hoje. Atletas como Carioquinha, Ubiratan, Adilson, Marquinhos, Hélio Rubens, Vlamir e outros eram tratados como heróis, eram recebidos por multidões em saguões de aeroportos e tudo o mais. Tal como os atletas do vôlei de agora. No entanto, hoje, alguém fala alguma coisa de nosso basquete? Obviamente, não. E, para o vôlei, se não acharem um substituto à altura para o Ricardinho (não me façam rir; não existe!) para que voltem a promover Giba e Companhia, rapidamente a Mídia vai procurar outro veio de onde tirar dinheiro às custas daqueles que se iludem com o que ela lhes oferece. Nem que seja jogo de palitinho. Opiniões a favor ou contra são bem-vindas.
(Este texto eu escrevi em 7 de agosto de 2008 às 13:54:47, conforme data do próprio arquivo. Todavia, desde que me mudei para Uberlândia, não tive mais acesso à Internet com facilidade, razão por que só postei hoje. Como a minha opinião não mudou, publico assim mesmo.)
Gostaria de esclarecer a quem não está bem informado que o Giba foi eleito o melhor do Mundo durante o Mundial do ano passado, quando ele cortou muita bola, fez muitos pontos a partir de ótimas assistências (ou deveria dizer levantadas?) de um jogador excepcional, certamente, este sim, o melhor do Mundo. Não foi a Imprensa Mundial nem os atletas em geral que o consideraram o melhor; foi, apenas, um acontecimento pontual, de momento. Assim, por que, de repente, o Giba não foi o melhor da Liga, numa final que aconteceu no Brasil, se é que esqueceram?
Pois bem, perguntaram por que o Ricardinho não foi campeão italiano, então. Bom, não me ocorre que ele tenha disputado um Campeonato Italiano inteiro ainda. Não sei como vai ser no futuro. Todavia, já que me questionaram, faço eu, então as minhas indagações.
Se o Ricardinho é dispensável, por que a Seleção Brasileira, de uma hora para outra, perde de seleções de quem sempre ganhou, com certa dificuldade na casa do adversário, e, geralmente, de 3 a 0 em casa? Seleções como Estados Unidos e Rússia não foram páreo para o Brasil nos últimos anos e, como eu disse, de repente, ganham da nossa Seleção em pleno Maracanãzinho, por acachapantes 3 a 0 e 3 a 1.
Se o Bernardo Rezende teve razão em cortar o Ricardinho nas vésperas de estrear no Pan, por que ele convocou-o para os jogos da Liga? Magnanimidade? Ou consciência de que fez bobagem? Afinal, se a atitude do Ricardinho foi tão ofensiva, ele deveria ser banido da Seleção, “enquanto eu for técnico”, poderia dizer o Bernardinho. Todavia, as palavras que ele usou foram “hora de perdoar” (eu vi e ouvi muito bem a entrevista). Perdão? De quem? Dele? Ou do Ricardinho?
Se o Ricardinho estava errado na história toda, por que ele não aceitou humildemente a convocação para a Liga e não retornou para a Seleção de cabeça baixa? Burrice? Ou indignação? Se ele é o culpado, teria de estar agradecido pela “chance” dada pelo Bernardo. Todavia, o Ricardinho simplesmente ignorou a convocação. Nem deu satisfação. Não parece ser a atitude de quem errou. Parece mais a atitude de quem está injuriado. Será que ele recusou o “perdão” do Bernardinho ou é ele que, extremamente ofendido, se recusou a aceitar o pedido de desculpas? Parece-me que a segunda opção é mais aceitável.
Já lembrei duas citações a respeito de unanimidade. Cito outra ainda: “quando todos pensam da mesma forma, é porque ninguém está pensando”. Quer verdade maior que essa? Afinal, aqueles que entraram aqui neste espaço para criticar meu ponto de vista, como se tivessem suas próprias opiniões, defendem a mesma opinião difundida pela Grande Imprensa. Interessante, não é? Esta tem grandes interesses financeiros e, obviamente, não vai dizer que a Seleção tornou-se uma equipe média. Se fizesse isso, não haveria como fechar com anunciantes grandes contratos envolvendo milhões de reais. E dizem apenas, que a Seleção se cansou, mas que nas Olimpíadas vai arrebentar. E conta, é claro, com a aceitação passiva daquela famosa massa de manobra que repete o que ela diz, pois é assim que ela fatura alto. No momento em que esse filão secar, deixar de ser lucrativo, ela vai atrás de outro.
Quem não viveu a década de 1970, não sabe que o segundo esporte no Brasil era o basquete. O espaço reservado na mídia para este esporte era equivalente ao do vôlei de hoje. Atletas como Carioquinha, Ubiratan, Adilson, Marquinhos, Hélio Rubens, Vlamir e outros eram tratados como heróis, eram recebidos por multidões em saguões de aeroportos e tudo o mais. Tal como os atletas do vôlei de agora. No entanto, hoje, alguém fala alguma coisa de nosso basquete? Obviamente, não. E, para o vôlei, se não acharem um substituto à altura para o Ricardinho (não me façam rir; não existe!) para que voltem a promover Giba e Companhia, rapidamente a Mídia vai procurar outro veio de onde tirar dinheiro às custas daqueles que se iludem com o que ela lhes oferece. Nem que seja jogo de palitinho. Opiniões a favor ou contra são bem-vindas.
(Este texto eu escrevi em 7 de agosto de 2008 às 13:54:47, conforme data do próprio arquivo. Todavia, desde que me mudei para Uberlândia, não tive mais acesso à Internet com facilidade, razão por que só postei hoje. Como a minha opinião não mudou, publico assim mesmo.)
Quarta-feira, 27 de Agosto de 2008
Palmas
Faz um tempo já que eu queria escrever sobre a minha mudança de Palmas. Foi um período enriquecedor no qual fiz grandes amigos, amadureci ainda mais como pessoa e pude conviver com várias nuances de comportamento, que eu não conhecia pessoalmente, e que pretendo explorar em meus textos literários futuramente.
No momento, estou com extrema dificuldade para acessar a net porque ainda não me acomodei definitivamente em minha nova, porém antiga, cidade natal, Uberlândia. Tanto que estou no momento numa lan house escrevendo diretamente no computador, sem chance de elaborar o texto com mais cuidado. Todavia, aí vai.
Obviamente, a capital do Tocantins vai ficar para sempre no meu coração. Numa situação extremamente desconfortável, Palmas acolheu-me com carinho, dando-me o que Goiânia não pôde oferecer-me durante mais de cinco anos: oportunidade. Agora, venho para Uberlândia numa nova etapa de minha vida, mas com aquela capital na mente.
Certamente, vou sentir saudade das vezes em que fui com os colegas da Torre de Controle do Aeroporto para a Palmas Brasil tomar um caldo no Caldos e Caldos ou no Caldos e Cia.. Ou ainda comer um quibe no Salim. A Lud é que gostava daquela iguaria. Rss. Ou na Dom Vergílio saboreando a melhor pizza da cidade, uma das melhores que já comi, enquanto Gedilson, Fred, Natália, Ludmila e Aninha saboreavam vinho Miolo (qual era o tipo mesmo?). Depois, pra fechar um cálice de vinho do Porto. Eles bebiam, eu não. Almoçar no Nelson´s com Sérgio, eventualmente a Lívia, esposa dele, Gedilson e Fred. Mais para a frente vou citar os outros colegas, mas neste momento estou escrevendo de improviso.
Ainda vou andar pela JK ou pela Teotônio Segurado, certamente, passar pelo relógio de sol da Praça dos Girassóis, comprar uma lasanha no Quartetto, comer um strogonoff no Giraffa's do Palmas Shopping, sei lá. Apenas estou lembrando algumas de minhas rotinas e espero que não me levem a mal, uma vez que apenas não encontro palavras para expressar minha gratidão e estima pela cidade e pelos amigos que deixei ali. Sempre no meu coração. Se Deus quiser, eu volto para revê-la e revê-los. Amo todos vocês! Obrigado.
No momento, estou com extrema dificuldade para acessar a net porque ainda não me acomodei definitivamente em minha nova, porém antiga, cidade natal, Uberlândia. Tanto que estou no momento numa lan house escrevendo diretamente no computador, sem chance de elaborar o texto com mais cuidado. Todavia, aí vai.
Obviamente, a capital do Tocantins vai ficar para sempre no meu coração. Numa situação extremamente desconfortável, Palmas acolheu-me com carinho, dando-me o que Goiânia não pôde oferecer-me durante mais de cinco anos: oportunidade. Agora, venho para Uberlândia numa nova etapa de minha vida, mas com aquela capital na mente.
Certamente, vou sentir saudade das vezes em que fui com os colegas da Torre de Controle do Aeroporto para a Palmas Brasil tomar um caldo no Caldos e Caldos ou no Caldos e Cia.. Ou ainda comer um quibe no Salim. A Lud é que gostava daquela iguaria. Rss. Ou na Dom Vergílio saboreando a melhor pizza da cidade, uma das melhores que já comi, enquanto Gedilson, Fred, Natália, Ludmila e Aninha saboreavam vinho Miolo (qual era o tipo mesmo?). Depois, pra fechar um cálice de vinho do Porto. Eles bebiam, eu não. Almoçar no Nelson´s com Sérgio, eventualmente a Lívia, esposa dele, Gedilson e Fred. Mais para a frente vou citar os outros colegas, mas neste momento estou escrevendo de improviso.
Ainda vou andar pela JK ou pela Teotônio Segurado, certamente, passar pelo relógio de sol da Praça dos Girassóis, comprar uma lasanha no Quartetto, comer um strogonoff no Giraffa's do Palmas Shopping, sei lá. Apenas estou lembrando algumas de minhas rotinas e espero que não me levem a mal, uma vez que apenas não encontro palavras para expressar minha gratidão e estima pela cidade e pelos amigos que deixei ali. Sempre no meu coração. Se Deus quiser, eu volto para revê-la e revê-los. Amo todos vocês! Obrigado.
Terça-feira, 5 de Agosto de 2008
Ainda Ricardinho
São exatamente 01hora e 03 minutos quando começo a escrever esta resposta àqueles que criticaram minha opinião a respeito do Ricardinho. Pois bem! Publiquei todos os comentários, não tenho do que me esconder. Acho melhor assim. Diferentemente de um de meus críticos que apenas publicou a crítica como "anônimo". Seria mais elegante se se mostrasse, não é assim? "Anônimo"...
Bem. Não retiro uma só palavra do que escrevi. Dizer que esperei que Giba e Companhia perdessem a final da Liga para me manifestar não é correto. Apenas não queria mais falar nisso, e ainda assim, daria a mesma opinião, ainda que o resultado fosse a conquista da Liga. Afinal, deixei claro que discordei da não convocação do Romário para a Copa de 2002. O Brasil foi campeão e continuo com a mesma opinião. Foi um erro. E continuo também com a mesma opinião sobre a Seleção de Vôlei: ela desabou com a saída do Ricardinho.
Nunca vi o Ricardinho ser substituído durante uma partida por deficiência técnica. No entanto, contra os Estados Unidos, o Marcelinho foi substituído pelo Bruno nos dois últimos sets e, certamente, não foi por opção tática do Sr. Bernardo Rezende. Contra a Rússia começou o Marcelo, de novo, e terminou com o Bruno. Não me ocorre que o Giba tenha dado conta do recado sozinho. Mas, volto a lembrar que ele não fez a mínima falta quando esteve contundido, mas com o Ricardinho em quadra.
Já para o negãaooooooo, que disse ser uma vergonha eu moderar os comentários, como de fato eu posso fazê-lo, se quiser, informo que não tem nenhum comentário que eu não tenha postado. O dele está aí. Acho interessante dizer que sou mais um palpiteiro, simplesmente porque tenho opinião própria. Por outro lado, acho lamentável que tenha gente que repete tudo o que a mídia diz para ele, como se fosse sua própria opinião, e acaba tendo a mesma opinião de outros 120 milhões ou 130 milhões de pessoas pelo país afora. Lembro Nelson Rodrigues que disse: "toda unanimidade é burra". Parece-me não ser muito apropriado partilhar desta quase unanimidade. E, ainda, reescrevo o pensamento de Diógenes, filósofo grego: "quando eu digo alguma coisa e me aplaudem, com certeza, eu devo ter dito uma grande asneira".
Para a Fernanda eu digo, já que me parece ser uma pessoa que pensa por si só, que torça pelos nossos atletas do atletismo, por exemplo. Levando-se em conta que o Giba aparece num anúncio de celular com TV, no de um Banco, junto com o Falcão, do Futsal, e mais um outro em que ele aparece com Bernardinho numa publicidade de não sei o que em que ele enfrenta uma porção de ninjas... bem, naquilo ali deve rolar uma nota preta! Durante a Copa do Mundo, também, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Parreira... principalmente esses faturaram horrores com publicidade, especialmente de cerveja. Faça um pequeno esforço de memória que você se lembra. Ronaldinho Gaúcho também faturou alto.
Portanto, como já disse, torça pelo atletismo, pela ginástica artística, judô, nado sincronizado (nem sei se classificaram), tae-kwondo, boxe... saia do círculo vicioso. Aquele pessoal que citei tem muitos interesses econômicos para, apenas, defenderem as cores de nossa bandeira. Estes, não. Estão ali por um ideal. Suas contas bancárias são muito mais modestas, conseqüentemente, muito mais simpáticas. Assemelham-se às dos 120 milhões ou 130 milhões que labutam dia-a-dia para defender o pão, e que, no final, torcem para aqueles que viajam na classe executiva de grandes empresas aéreas, hospedam-se em hotéis cinco estrelas, moram em mansões no exterior, e se esquecem dos que treinam e competem com equipamentos inapropriados, sem patrocínio, sem apoio, mas conseguem resultados expressivos contra todas as expectativas, e só contam com a simpatia de pessoas como nós, que pensam!
Adoro judô! Lindo de se ver. Adoro salto triplo, que eu pratiquei amadoristicamente quando era adolescente. Hoje jogo xadrez, um jogo intelectual, e que estimula o pensamento, a inteligência, a iniciativa. Assim, naturalmente, eu só poderia ter opinião própria, diferentemente de 120 milhões ou 130 milhões de brasileiros que pensam o que lhes mandam pensar. Se eu tivesse menos idade, eu iria estudar para ser técnico de futebol, não de vôlei. Todavia, sou apenas um escritor, ou seja, um sujeito que gosta de ler para ter opiniões próprias, diferentemente de 120 milhões ou 130 milhões de brasileiros que têm a opinião que lhes mandam ter. E por aí vai.
Fernanda, continue torcendo pela Seleção de Vôlei. Tudo bem. Eu apenas a risquei da minha lista para não ter mais uma decepção.
Uma construção se apóia em um alicerce sólido. Enfraqueça esse alicerce e a construção vem abaixo. O alicerce da Seleção era o Ricardinho. E a Seleção é uma construção muito pesada para ser sustentada por um levantador mediano. Se para o negãaooooooo o Ricardinho já era, para mim, sem Ricardinho, a Seleção já era. De qualquer forma, temos uma Olimpíada pela frente para sabermos se temos razão ou não. Se conquistar o ouro, vou continuar com a mesma opinião; se perder, nem vou me dar ao trabalho de voltar a esse assunto. Já se tornou maçante, uma vez que é óbvio. São 01 hora e 54 minutos agora.
Bem. Não retiro uma só palavra do que escrevi. Dizer que esperei que Giba e Companhia perdessem a final da Liga para me manifestar não é correto. Apenas não queria mais falar nisso, e ainda assim, daria a mesma opinião, ainda que o resultado fosse a conquista da Liga. Afinal, deixei claro que discordei da não convocação do Romário para a Copa de 2002. O Brasil foi campeão e continuo com a mesma opinião. Foi um erro. E continuo também com a mesma opinião sobre a Seleção de Vôlei: ela desabou com a saída do Ricardinho.
Nunca vi o Ricardinho ser substituído durante uma partida por deficiência técnica. No entanto, contra os Estados Unidos, o Marcelinho foi substituído pelo Bruno nos dois últimos sets e, certamente, não foi por opção tática do Sr. Bernardo Rezende. Contra a Rússia começou o Marcelo, de novo, e terminou com o Bruno. Não me ocorre que o Giba tenha dado conta do recado sozinho. Mas, volto a lembrar que ele não fez a mínima falta quando esteve contundido, mas com o Ricardinho em quadra.
Já para o negãaooooooo, que disse ser uma vergonha eu moderar os comentários, como de fato eu posso fazê-lo, se quiser, informo que não tem nenhum comentário que eu não tenha postado. O dele está aí. Acho interessante dizer que sou mais um palpiteiro, simplesmente porque tenho opinião própria. Por outro lado, acho lamentável que tenha gente que repete tudo o que a mídia diz para ele, como se fosse sua própria opinião, e acaba tendo a mesma opinião de outros 120 milhões ou 130 milhões de pessoas pelo país afora. Lembro Nelson Rodrigues que disse: "toda unanimidade é burra". Parece-me não ser muito apropriado partilhar desta quase unanimidade. E, ainda, reescrevo o pensamento de Diógenes, filósofo grego: "quando eu digo alguma coisa e me aplaudem, com certeza, eu devo ter dito uma grande asneira".
Para a Fernanda eu digo, já que me parece ser uma pessoa que pensa por si só, que torça pelos nossos atletas do atletismo, por exemplo. Levando-se em conta que o Giba aparece num anúncio de celular com TV, no de um Banco, junto com o Falcão, do Futsal, e mais um outro em que ele aparece com Bernardinho numa publicidade de não sei o que em que ele enfrenta uma porção de ninjas... bem, naquilo ali deve rolar uma nota preta! Durante a Copa do Mundo, também, Ronaldo Fenômeno, Roberto Carlos, Parreira... principalmente esses faturaram horrores com publicidade, especialmente de cerveja. Faça um pequeno esforço de memória que você se lembra. Ronaldinho Gaúcho também faturou alto.
Portanto, como já disse, torça pelo atletismo, pela ginástica artística, judô, nado sincronizado (nem sei se classificaram), tae-kwondo, boxe... saia do círculo vicioso. Aquele pessoal que citei tem muitos interesses econômicos para, apenas, defenderem as cores de nossa bandeira. Estes, não. Estão ali por um ideal. Suas contas bancárias são muito mais modestas, conseqüentemente, muito mais simpáticas. Assemelham-se às dos 120 milhões ou 130 milhões que labutam dia-a-dia para defender o pão, e que, no final, torcem para aqueles que viajam na classe executiva de grandes empresas aéreas, hospedam-se em hotéis cinco estrelas, moram em mansões no exterior, e se esquecem dos que treinam e competem com equipamentos inapropriados, sem patrocínio, sem apoio, mas conseguem resultados expressivos contra todas as expectativas, e só contam com a simpatia de pessoas como nós, que pensam!
Adoro judô! Lindo de se ver. Adoro salto triplo, que eu pratiquei amadoristicamente quando era adolescente. Hoje jogo xadrez, um jogo intelectual, e que estimula o pensamento, a inteligência, a iniciativa. Assim, naturalmente, eu só poderia ter opinião própria, diferentemente de 120 milhões ou 130 milhões de brasileiros que pensam o que lhes mandam pensar. Se eu tivesse menos idade, eu iria estudar para ser técnico de futebol, não de vôlei. Todavia, sou apenas um escritor, ou seja, um sujeito que gosta de ler para ter opiniões próprias, diferentemente de 120 milhões ou 130 milhões de brasileiros que têm a opinião que lhes mandam ter. E por aí vai.
Fernanda, continue torcendo pela Seleção de Vôlei. Tudo bem. Eu apenas a risquei da minha lista para não ter mais uma decepção.
Uma construção se apóia em um alicerce sólido. Enfraqueça esse alicerce e a construção vem abaixo. O alicerce da Seleção era o Ricardinho. E a Seleção é uma construção muito pesada para ser sustentada por um levantador mediano. Se para o negãaooooooo o Ricardinho já era, para mim, sem Ricardinho, a Seleção já era. De qualquer forma, temos uma Olimpíada pela frente para sabermos se temos razão ou não. Se conquistar o ouro, vou continuar com a mesma opinião; se perder, nem vou me dar ao trabalho de voltar a esse assunto. Já se tornou maçante, uma vez que é óbvio. São 01 hora e 54 minutos agora.
Terça-feira, 29 de Julho de 2008
Insubstituível
O termo foi empregado pelo Gustavo. Vendo pela TV a Seleção Brasileira de Vôlei sendo varrida de quadra pelos Estados Unidos, primeiro, e pela Rússia, depois, a pergunta que logo aparece é: por que? Como a melhor seleção de Võlei de todos os tempos de uma hora para outra perde o rumo? A resposta é uma só: Ricardinho.
Quando o Gustavo foi perguntado por um repórter sobre Ricardinho ele apenas disse que é insubstituível. E pelo que se viu em quadra não resta dúvidas que é mesmo. Enchem a bola do Giba, “o melhor do Mundo”, e no entanto me lembro que ele esteve contundido um tempo, junto com o próprio Gustavo, e a Seleção não perdeu praticamente nada em qualidade. E por que? Simplesmente porque o melhor do Mundo, Ricardinho, estava lá arredondando toda e qualquer bola para os atacantes baterem.
Li a entrevista do Giba na Playboy e lamentei intimamente o que ele disse ali. Certamente do alto de seu título de “melhor do Mundo”, falou uma porção de asneiras do, agora, ex-amigo. Acho que essa entrevista rompe qualquer possibilidade de ambos jogarem juntos novamente numa Seleção. O Giba foi de uma infelicidade enorme, falando do levantador como se fosse o culpado pelo seu corte da equipe durante o Pan. E será que foi?
Ninguém esclarece o que realmente ocorreu no episódio. A única versão que corre é a do próprio Ricardinho, mas as outras partes, Bernardinho e o time, não dão a sua. Apenas dizem que não foi nada daquilo. Se não foi, o que foi, então? Parece-me que, como em várias outras modalidades, algumas pessoas fazem de determinado cargo o seu gueto particular. Na Seleção de vôlei não parece ser diferente (eu disse parece). Parece que o Bernardo colhe os louros de uma glória que, parece, não ser totalmente dele. Assim, numa atitude que pareceu ser prepotente, cortou o melhor do Mundo, Ricardinho, da Seleção. E se ele for parecido comigo, e não duvido, ele não volta para a Seleção nunca mais. Afinal, existem pessoas que quando tomam determinadas decisões, levam até as últimas conseqüências. Eu sou uma dessas, Ricardinho parece ser também.
Tal como já deixei de torcer pela Seleção Brasileira de Futebol há tempos, uma vez que me parece os jogadores estarem muito mais preocupados em faturar alto com publicidade durante as Copas do que jogar, eu deixei de torcer pelo vôlei brasileiro a partir do caso Ricardinho. Afinal, não tem sentido você torcer por uma equipe com todos os sintomas de perdedora. A Seleção de Futebol já é faz tempo e a de Võlei entrou neste rol. A Liga Mundial é prova disso. Alguém espera alguma coisa para as Olimpíadas? Marcelinho não é Ricardinho. Muito menos Bruninho é Ricardinho.
A indignação do Ricardinho logo após o corte do Pan na única entrevista coletiva que deu parece mostrar que ele teria chamado o grupo para si, mas o grupo preferiu se omitir. Afinal existem contratos milionários com tudo quanto é tipo de empresa e com a Mídia. Ninguém queria ficar de fora dos holofotes. E o grupo se alinhou com o Bernardo Rezende. Ocorre que a situação envolvia variantes muito mais complexas. A Seleção não é nada sem o seu levantador. Naquele momento era entregar os anéis para não perder os dedos. Preferiram tentar manter os anéis e lá se foram os artelhos. Agora não tem volta. Volto a dizer: em minha opinião a Seleção não chega ao pódio nas Olimpíadas. O tempo é que vai dizer se tenho razão.
A propósito, disseram-me que não torcer para as Seleções é anti-patriótico. Todavia, esses seleções são seleções de pessoas: Parreira, Dunga, Bernardinho... não são seleções brasileiras, onde estão os melhores. Quanto a Ricardunho, eu entendo a posição dele. E parodiando a famosa propaganda de um cartão de crédito: uma medalha a mais na minha estante: 100 reais; mais um título na minha ficha entre tantos... vá lá, 1000 reais; ver aqueles que me abandonaram na chapada se estrumbicarem: não tem preço!...
Quando o Gustavo foi perguntado por um repórter sobre Ricardinho ele apenas disse que é insubstituível. E pelo que se viu em quadra não resta dúvidas que é mesmo. Enchem a bola do Giba, “o melhor do Mundo”, e no entanto me lembro que ele esteve contundido um tempo, junto com o próprio Gustavo, e a Seleção não perdeu praticamente nada em qualidade. E por que? Simplesmente porque o melhor do Mundo, Ricardinho, estava lá arredondando toda e qualquer bola para os atacantes baterem.
Li a entrevista do Giba na Playboy e lamentei intimamente o que ele disse ali. Certamente do alto de seu título de “melhor do Mundo”, falou uma porção de asneiras do, agora, ex-amigo. Acho que essa entrevista rompe qualquer possibilidade de ambos jogarem juntos novamente numa Seleção. O Giba foi de uma infelicidade enorme, falando do levantador como se fosse o culpado pelo seu corte da equipe durante o Pan. E será que foi?
Ninguém esclarece o que realmente ocorreu no episódio. A única versão que corre é a do próprio Ricardinho, mas as outras partes, Bernardinho e o time, não dão a sua. Apenas dizem que não foi nada daquilo. Se não foi, o que foi, então? Parece-me que, como em várias outras modalidades, algumas pessoas fazem de determinado cargo o seu gueto particular. Na Seleção de vôlei não parece ser diferente (eu disse parece). Parece que o Bernardo colhe os louros de uma glória que, parece, não ser totalmente dele. Assim, numa atitude que pareceu ser prepotente, cortou o melhor do Mundo, Ricardinho, da Seleção. E se ele for parecido comigo, e não duvido, ele não volta para a Seleção nunca mais. Afinal, existem pessoas que quando tomam determinadas decisões, levam até as últimas conseqüências. Eu sou uma dessas, Ricardinho parece ser também.
Tal como já deixei de torcer pela Seleção Brasileira de Futebol há tempos, uma vez que me parece os jogadores estarem muito mais preocupados em faturar alto com publicidade durante as Copas do que jogar, eu deixei de torcer pelo vôlei brasileiro a partir do caso Ricardinho. Afinal, não tem sentido você torcer por uma equipe com todos os sintomas de perdedora. A Seleção de Futebol já é faz tempo e a de Võlei entrou neste rol. A Liga Mundial é prova disso. Alguém espera alguma coisa para as Olimpíadas? Marcelinho não é Ricardinho. Muito menos Bruninho é Ricardinho.
A indignação do Ricardinho logo após o corte do Pan na única entrevista coletiva que deu parece mostrar que ele teria chamado o grupo para si, mas o grupo preferiu se omitir. Afinal existem contratos milionários com tudo quanto é tipo de empresa e com a Mídia. Ninguém queria ficar de fora dos holofotes. E o grupo se alinhou com o Bernardo Rezende. Ocorre que a situação envolvia variantes muito mais complexas. A Seleção não é nada sem o seu levantador. Naquele momento era entregar os anéis para não perder os dedos. Preferiram tentar manter os anéis e lá se foram os artelhos. Agora não tem volta. Volto a dizer: em minha opinião a Seleção não chega ao pódio nas Olimpíadas. O tempo é que vai dizer se tenho razão.
A propósito, disseram-me que não torcer para as Seleções é anti-patriótico. Todavia, esses seleções são seleções de pessoas: Parreira, Dunga, Bernardinho... não são seleções brasileiras, onde estão os melhores. Quanto a Ricardunho, eu entendo a posição dele. E parodiando a famosa propaganda de um cartão de crédito: uma medalha a mais na minha estante: 100 reais; mais um título na minha ficha entre tantos... vá lá, 1000 reais; ver aqueles que me abandonaram na chapada se estrumbicarem: não tem preço!...
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